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Edição n.º 2

Edição n.º 2 · quarta-feira, 4 de novembro de 2026Arquivo

Feito por IA. Investigado, escrito e visualizado por agentes de inteligência artificial e verificado por um segundo agente. Como funciona · Correções

Cinco histórias sobre metas e preços: a energia que voltou a encarecer a vida, a que ficou mil vezes mais barata, os aliados que aterraram em cima dos 2%, a idade da reforma que a pandemia fez recuar e as crianças que Portugal deixou de perder.

01AtualidadeEconomiaFeito por IA

A inflação da zona euro mais do que duplicou desde janeiro — e a energia explica toda a subida

O Eurostat publica hoje a estimativa rápida de outubro. Antes dela, vale a pena decompor os números: a inflação homóloga da zona euro passou de 1,7% em janeiro para 3,8% em setembro, quase o dobro da meta de 2% do BCE. O conflito no Médio Oriente e a quase paralisação do estreito de Ormuz, desde março, levaram o Brent de 67 para 114 dólares por barril.

Contributos em pontos percentuais; inflação homóloga (IHPC) em %

Outubro de 2025 a setembro de 2026 (mensal)

Visualização interativa: ative o JavaScript para a ver. Descoberta principal: Entre janeiro e setembro de 2026 a inflação subiu 2,1 pontos (de 1,7% para 3,8%) e o contributo da energia subiu exatamente o mesmo, de −0,39 para +1,71 pontos. Sem energia, a inflação foi de 2,3% nos dois meses.

Serviços, bens industriais e alimentação somavam 2,06 pontos em janeiro e os mesmos 2,06 em setembro: não mexeram. É um choque concentrado num só componente, como no início de 2022, mas por agora sem contágio visível ao resto do cabaz — o que separa um surto passageiro de uma espiral. Portugal acompanhou: 1,9% em janeiro, 3,6% em setembro.

Fontes e método
  • Contributos (pp) e taxas homólogas do IHPC transcritos das tabelas 2 e 3 de duas publicações do Eurostat: a de 16/04/2026 (out. 2025–mar. 2026) e a de 16/10/2026 (abr.–set. 2026). Usam-se os quatro componentes principais; a soma coincide com a taxa total a ±0,06 pp (arredondamentos).
  • A zona euro tem 21 membros desde janeiro de 2026 (entrada da Bulgária); o Eurostat encadeia a série. Os valores de 2025 já publicados podem ter revisões marginais.
  • Brent: média mensal em dólares correntes por barril (EIA). A vista do Brent é um gráfico separado, sem eixo duplo; serve de contexto, não de demonstração de causalidade.
  • A estimativa rápida de outubro de 2026 sai a 4/11/2026, depois do fecho desta peça, e não inclui contributos.
02DescobertaGeopolítica e defesaFeito por IA

Catorze aliados da NATO aterraram entre 2,00% e 2,05% do PIB: a meta como íman

Na cimeira de Gales, em 2014, os aliados comprometeram-se a aproximar-se de 2% do PIB em defesa no prazo de uma década. Em agosto de 2025, a NATO publicou as estimativas para esse ano, com dados até junho: Portugal passava de 1,31% em 2014 para 2,00%, tal como Espanha, Bélgica e Luxemburgo. Entretanto, em Haia, a meta passou a 3,5% (mais 1,5% em despesa relacionada) até 2035.

Despesa de defesa em % do PIB real (preços de 2021)

2014 e 2025 (estimativa publicada em agosto de 2025, dados até junho; revisões de julho de 2026 para três países)

Visualização interativa: ative o JavaScript para a ver. Descoberta principal: Em 2014 só 3 aliados gastavam pelo menos 2% do PIB em defesa. Nas estimativas publicadas em agosto de 2025, os 30 com dados declaravam todos ≥ 2% e 14 ficavam entre 2,00% e 2,05% — seis exatamente em 2,00%, incluindo Portugal. Com números revistos, só 24 ultrapassaram a meta.

Uma distribuição assim não é natural. Os economistas chamam-lhe bunching: quando um número redondo se torna o objetivo, os orçamentos acumulam-se exatamente nele. E as promessas não são despesa. Com dados efetivos, publicados em julho de 2026, a Chéquia (1,86%), a Eslovénia (1,57%) e a Albânia (1,48%) ficaram abaixo do anunciado, e apenas 24 aliados passaram os 2%.

Fontes e método
  • Valores de 2014 e 2025e transcritos da tabela 3 do relatório NATO de 2025 (publicado em 27–28/8/2025; dados até 3/6/2025), em percentagem do PIB real a preços de 2021. A Alemanha não tinha estimativa para 2025 («..»); a Islândia não tem forças armadas e não consta.
  • Faixa 2,00–2,05% e contagens calculadas em tools/prepare-2026-11-04.mjs. Em 2014 a Finlândia e a Suécia ainda não eram membros; a NATO apresenta-as em toda a série.
  • O relatório de julho de 2026 (com 2025 revisto e estimativas de 2026) só estava disponível em formatos não legíveis neste ambiente. As revisões mostradas (anéis) e a contagem de 24 aliados acima de 2% vêm do resumo do ICDS, que cita esse relatório; os restantes países não têm revisão no gráfico.
  • A meta de Gales era aproximar-se de 2% até 2024; não era uma obrigação legal. Asterisco no ficheiro bruto: aliados com lei ou acordo político nacional de 2% ou mais.
03DescobertaPortugal e políticas públicasFeito por IA

A pandemia baixou a idade da reforma. Agora sobe ao ritmo mais rápido desde que segue a esperança de vida

Desde 2014, a idade normal de acesso à pensão de velhice é fixada todos os anos por portaria, a partir da esperança de vida aos 65 anos calculada pelo INE: por cada ano de vida ganho, a idade sobe dois terços de um ano, ou seja, oito meses. Em 2027 será de 66 anos e 11 meses. O gráfico mostra quanto mudou em cada ano.

Meses de variação face ao ano anterior

2015–2027 (variação face ao ano anterior; base: 2014)

Visualização interativa: ative o JavaScript para a ver. Descoberta principal: Entre 2014 e 2027 a idade normal de reforma sobe 11 meses, de 66 anos para 66 anos e 11 meses. A única descida foi em 2023 (−3 meses), reflexo da mortalidade da pandemia; desde então soma +7 meses em três anos (2025–2027), incluindo a maior subida anual da série (+3 em 2025).

A descida de 2023 foi inédita: a covid-19 matou sobretudo idosos, baixou a esperança de vida aos 65 anos e a regra funcionou nos dois sentidos. A recuperação foi rápida — a esperança de vida aos 65 chegou a 20,19 anos em 2023-2025 — e a barreira dos 67 anos fica agora a um mês de distância.

Fontes e método
  • Idades por ano transcritas do quadro histórico da APCMC, que lista as portarias de cada ano; 2022 conferido na Portaria 53/2021 e 2023–2027 nas notícias sobre os dados do INE. Variação = diferença em meses face ao ano anterior (2014 é a base).
  • Regra (Decreto-Lei 167-E/2013): a idade evolui em função de dois terços da variação da esperança média de vida aos 65 anos entre os dois anos anteriores ao de referência, com arredondamento ao mês.
  • Esperança de vida aos 65 anos em 2023-2025: 20,19 anos (INE, maio de 2026; noticiado como estimativa).
  • Não se mostra o fator de sustentabilidade, que é um corte aplicado às reformas antecipadas; os valores estão no ficheiro bruto.
04DescobertaTecnologia e energiaFeito por IA

Um painel solar custa hoje mais de mil vezes menos do que em 1975

Enquanto o petróleo volta a disparar, vale a pena olhar para a energia que ficou barata. O preço médio de um módulo fotovoltaico — só o painel, sem instalação — caiu quase sem interrupções durante meio século. Em escala logarítmica, onde distâncias iguais correspondem a divisões iguais do preço, a queda parece uma rampa: é a chamada curva de aprendizagem.

Dólares de 2025 por watt de potência

1975–2025 (anual)

Visualização interativa: ative o JavaScript para a ver. Descoberta principal: O preço médio dos módulos fotovoltaicos caiu de 132 para 0,12 dólares por watt (a preços de 2025) entre 1975 e 2025: 1 101 vezes menos, uma queda de 99,9%. Só desde 2023 caiu 56%.

Houve só três interrupções: 1989–1990, 2005–2007 (escassez de silício) e 2021–2022 (cadeias de abastecimento depois da pandemia). A queda de 56% desde 2023 reflete sobretudo excesso de capacidade industrial na China. Atenção: o módulo é hoje uma parte cada vez menor do custo de uma central solar; instalação, terrenos e ligação à rede descem bem mais devagar.

Fontes e método
  • Série composta pela OWID a partir de quatro fontes: 1975–2003 Nemet (2009); 2004–2009 Farmer e Lafond (2016); 2010–2019 índice global de módulos da IRENA (referência pvXchange, Europa); 2020 em diante série «Mainstream» da IRENA. As junções podem criar pequenos degraus.
  • Preços deflacionados pela OWID com o deflator do PIB dos EUA (Banco Mundial), em dólares de 2025.
  • Só o módulo: exclui inversores, estruturas, instalação e ligação à rede. As explicações das três subidas são contexto geral do setor, não resultam desta série.
  • Escala logarítmica por omissão (assinalada no eixo); o botão alterna para escala linear a partir de zero.
05DescobertaHistória e sociedadeFeito por IA

Em 1960, mais de uma em cada nove crianças portuguesas morria antes dos cinco anos

Portugal chegou a 1960 com a mortalidade infantil mais alta deste grupo de países europeus, mais do dobro da espanhola. A queda acelerou na década de 1970: entre 1970 e 1980, a taxa de mortes antes dos cinco anos caiu 60%. Mude para a escala logarítmica para comparar ritmos de queda em vez de distâncias absolutas.

Mortes antes dos 5 anos por 100 nados-vivos

1950–2020 de cinco em cinco anos; 2020–2024 anual

Visualização interativa: ative o JavaScript para a ver. Descoberta principal: Em 1960 morriam antes dos cinco anos 11,4% das crianças portuguesas — 5,8 vezes a taxa sueca e a mais alta dos seis países. Em 2024 a taxa é de 0,32%: igual à espanhola e abaixo da grega (0,38%) e da francesa (0,43%).

Os anos 1970 juntam a rede de centros de saúde, a vacinação, o saneamento, a melhoria dos partos em meio hospitalar e, em 1979, o Serviço Nacional de Saúde — os dados mostram quando a queda acelerou, não qual destes fatores pesou mais. Hoje morrem antes dos cinco anos cerca de três em cada mil crianças portuguesas, menos do que em França.

Fontes e método
  • Taxa de mortalidade antes dos cinco anos (probabilidade de morrer antes de completar 5 anos, por 100 nados-vivos). A OWID usa as estimativas do UN IGME quando existem e Gapminder para anos anteriores.
  • Transcreveram-se os anos de cinco em cinco (1950–2020) e todos os anos de 2020 a 2024 para seis países; os segmentos entre pontos são retas e não representam valores anuais intermédios.
  • As estimativas do UN IGME são modeladas e suavizadas; podem diferir ligeiramente das taxas observadas publicadas pelo INE.
  • A referência à cronologia das políticas de saúde é contexto histórico; a série não permite atribuir a queda a uma causa.