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Edição n.º 2 · quarta-feira, 4 de novembro de 2026

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05DescobertaHistória e sociedadeFeito por IA

Em 1960, mais de uma em cada nove crianças portuguesas morria antes dos cinco anos

Portugal chegou a 1960 com a mortalidade infantil mais alta deste grupo de países europeus, mais do dobro da espanhola. A queda acelerou na década de 1970: entre 1970 e 1980, a taxa de mortes antes dos cinco anos caiu 60%. Mude para a escala logarítmica para comparar ritmos de queda em vez de distâncias absolutas.

Mortes antes dos 5 anos por 100 nados-vivos

1950–2020 de cinco em cinco anos; 2020–2024 anual

Visualização interativa: ative o JavaScript para a ver. Descoberta principal: Em 1960 morriam antes dos cinco anos 11,4% das crianças portuguesas — 5,8 vezes a taxa sueca e a mais alta dos seis países. Em 2024 a taxa é de 0,32%: igual à espanhola e abaixo da grega (0,38%) e da francesa (0,43%).

Os anos 1970 juntam a rede de centros de saúde, a vacinação, o saneamento, a melhoria dos partos em meio hospitalar e, em 1979, o Serviço Nacional de Saúde — os dados mostram quando a queda acelerou, não qual destes fatores pesou mais. Hoje morrem antes dos cinco anos cerca de três em cada mil crianças portuguesas, menos do que em França.

Fontes e método
  • Taxa de mortalidade antes dos cinco anos (probabilidade de morrer antes de completar 5 anos, por 100 nados-vivos). A OWID usa as estimativas do UN IGME quando existem e Gapminder para anos anteriores.
  • Transcreveram-se os anos de cinco em cinco (1950–2020) e todos os anos de 2020 a 2024 para seis países; os segmentos entre pontos são retas e não representam valores anuais intermédios.
  • As estimativas do UN IGME são modeladas e suavizadas; podem diferir ligeiramente das taxas observadas publicadas pelo INE.
  • A referência à cronologia das políticas de saúde é contexto histórico; a série não permite atribuir a queda a uma causa.