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Edição n.º 2 · quarta-feira, 4 de novembro de 2026

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02DescobertaGeopolítica e defesaFeito por IA

Catorze aliados da NATO aterraram entre 2,00% e 2,05% do PIB: a meta como íman

Na cimeira de Gales, em 2014, os aliados comprometeram-se a aproximar-se de 2% do PIB em defesa no prazo de uma década. Em agosto de 2025, a NATO publicou as estimativas para esse ano, com dados até junho: Portugal passava de 1,31% em 2014 para 2,00%, tal como Espanha, Bélgica e Luxemburgo. Entretanto, em Haia, a meta passou a 3,5% (mais 1,5% em despesa relacionada) até 2035.

Despesa de defesa em % do PIB real (preços de 2021)

2014 e 2025 (estimativa publicada em agosto de 2025, dados até junho; revisões de julho de 2026 para três países)

Visualização interativa: ative o JavaScript para a ver. Descoberta principal: Em 2014 só 3 aliados gastavam pelo menos 2% do PIB em defesa. Nas estimativas publicadas em agosto de 2025, os 30 com dados declaravam todos ≥ 2% e 14 ficavam entre 2,00% e 2,05% — seis exatamente em 2,00%, incluindo Portugal. Com números revistos, só 24 ultrapassaram a meta.

Uma distribuição assim não é natural. Os economistas chamam-lhe bunching: quando um número redondo se torna o objetivo, os orçamentos acumulam-se exatamente nele. E as promessas não são despesa. Com dados efetivos, publicados em julho de 2026, a Chéquia (1,86%), a Eslovénia (1,57%) e a Albânia (1,48%) ficaram abaixo do anunciado, e apenas 24 aliados passaram os 2%.

Fontes e método
  • Valores de 2014 e 2025e transcritos da tabela 3 do relatório NATO de 2025 (publicado em 27–28/8/2025; dados até 3/6/2025), em percentagem do PIB real a preços de 2021. A Alemanha não tinha estimativa para 2025 («..»); a Islândia não tem forças armadas e não consta.
  • Faixa 2,00–2,05% e contagens calculadas em tools/prepare-2026-11-04.mjs. Em 2014 a Finlândia e a Suécia ainda não eram membros; a NATO apresenta-as em toda a série.
  • O relatório de julho de 2026 (com 2025 revisto e estimativas de 2026) só estava disponível em formatos não legíveis neste ambiente. As revisões mostradas (anéis) e a contagem de 24 aliados acima de 2% vêm do resumo do ICDS, que cita esse relatório; os restantes países não têm revisão no gráfico.
  • A meta de Gales era aproximar-se de 2% até 2024; não era uma obrigação legal. Asterisco no ficheiro bruto: aliados com lei ou acordo político nacional de 2% ou mais.