Catorze aliados da NATO aterraram entre 2,00% e 2,05% do PIB: a meta como íman
Na cimeira de Gales, em 2014, os aliados comprometeram-se a aproximar-se de 2% do PIB em defesa no prazo de uma década. Em agosto de 2025, a NATO publicou as estimativas para esse ano, com dados até junho: Portugal passava de 1,31% em 2014 para 2,00%, tal como Espanha, Bélgica e Luxemburgo. Entretanto, em Haia, a meta passou a 3,5% (mais 1,5% em despesa relacionada) até 2035.
Despesa de defesa em % do PIB real (preços de 2021)
2014 e 2025 (estimativa publicada em agosto de 2025, dados até junho; revisões de julho de 2026 para três países)
Visualização interativa: ative o JavaScript para a ver. Descoberta principal: Em 2014 só 3 aliados gastavam pelo menos 2% do PIB em defesa. Nas estimativas publicadas em agosto de 2025, os 30 com dados declaravam todos ≥ 2% e 14 ficavam entre 2,00% e 2,05% — seis exatamente em 2,00%, incluindo Portugal. Com números revistos, só 24 ultrapassaram a meta.
Uma distribuição assim não é natural. Os economistas chamam-lhe bunching: quando um número redondo se torna o objetivo, os orçamentos acumulam-se exatamente nele. E as promessas não são despesa. Com dados efetivos, publicados em julho de 2026, a Chéquia (1,86%), a Eslovénia (1,57%) e a Albânia (1,48%) ficaram abaixo do anunciado, e apenas 24 aliados passaram os 2%.