Nos anos 1750, um português produzia três quartos do que produzia um britânico. Nos anos 1910, um quarto
As contas nacionais só existem desde meados do século XX. Para trás, historiadores económicos reconstroem o PIB a partir de preços, salários, produção agrícola e população. O Maddison Project reúne essas reconstruções numa base comum, em dólares de 2011. A série portuguesa, anual desde 1530, vem até 1850 do trabalho de Nuno Palma e Jaime Reis, publicado em 2019.
PIB por habitante de Portugal em % do de cada país (razão das médias da década, dólares internacionais de 2011)
Décadas de 1530 a 2010 (a última vai de 2010 a 2018)
Visualização interativa: ative o JavaScript para a ver. Descoberta principal: Até aos anos 1780, o PIB por habitante de Portugal nunca ficou abaixo de 65% do britânico (77% nos anos 1750) e, nesta base de dados, superou o espanhol de meados do século XVII ao fim do XVIII. Enquanto os outros se industrializavam, caiu até 24% nos anos 1910. Recuperou entre os anos 1960 e 1990 (de 41% para 70%) e desde então parou: 69% nos anos 2010.
Nos anos 1910, um português produzia em média 1 950 dólares por ano, menos do que nos anos 1750 (2 110), enquanto o Reino Unido e os Países Baixos se industrializavam. A convergência das décadas de 1960 a 1990 recuperou parte da distância, mas desde a viragem do século Portugal deixou de se aproximar do Reino Unido e afastou-se de Espanha: de 90% nos anos 1990 para 81% nos anos 2010.