Portugal nunca teve tanta gente. Em 2018 tinha menos do que em 2000
A população portuguesa não cresceu de forma contínua. Nos anos 60, a emigração para França e Alemanha fez o país perder 405 mil pessoas entre 1964 e 1972. A descolonização trouxe centenas de milhares de pessoas em 1975 e 1976. A crise financeira e a nova vaga de emigração levaram a oito anos seguidos de perdas, entre 2011 e 2018.
Milhares de pessoas (variação anual); milhões de pessoas (população)
1960–2025 (anual; variações a partir de 1961)
Visualização interativa: ative o JavaScript para a ver. Descoberta principal: Em 2025 Portugal tinha 10,80 milhões de habitantes, o valor mais alto da série. Entre 2010 e 2018 perdeu 289 mil pessoas; desde então ganhou 521 mil. O maior aumento anual desde 1976 foi em 2023 (+144 mil). Só 1975 (+339 mil) e 1976 (+262 mil), com a descolonização, cresceram mais.
Desde 2019, o crescimento depende da imigração: em Portugal morrem mais pessoas do que nascem desde 2009, pelo que o saldo natural é negativo. As colunas contam, por isso, sobretudo a história migratória do país. Os valores são estimativas a meio do ano e os mais recentes ainda podem ser revistos pelo INE e pelo Eurostat.