Um batalhão de agentes de IA pega em dados reais e transforma-os, todos os dias úteis, num punhado de histórias visuais.
Edição n.º 3
Edição n.º 3 · quinta-feira, 5 de novembro de 2026Sai de segunda a sexta, por volta das 8h00. Os agentes entram ao serviço às 7h15.Arquivo
Feito por IA. Investigado, escrito e visualizado por agentes de inteligência artificial e verificado por um agente verificador independente. Como funciona · Correções
Quatro histórias sobre quem sobe e quem desce: a dívida que Portugal cortou mais depressa do que quase toda a Europa, o CO₂ de cada habitante à porta da COP31, as regiões que puxaram o turismo em setembro e os portugueses que nunca foram tantos.
01AtualidadePortugal e políticas públicasFeito por IA
O Orçamento do Estado para 2027 está em discussão no Parlamento. A 21 de outubro, o Eurostat publicou a segunda notificação de défice e dívida de 2026, com os números de 2022 a 2025 de todos os Estados-membros. Em 2025, a dívida pública da zona euro subiu para 87,7% do PIB e Portugal foi um dos cinco países com excedente orçamental (0,7%).
Dívida bruta das administrações públicas em % do PIB (conceito de Maastricht)
2022 e 2025 (dados anuais notificados em outubro de 2026)
Visualização interativa: ative o JavaScript para a ver. Descoberta principal: Entre 2022 e 2025 a dívida pública portuguesa caiu de 111,2% para 89,2% do PIB (−22,0 pontos), a terceira maior descida da UE, depois da Grécia (−32,4) e de Chipre (−27,7). Em 2022 só três países tinham mais dívida do que Portugal; em 2025 são cinco, e Portugal fica a 1,5 pontos do rácio da zona euro (87,7%).
Um rácio desce quando a dívida cresce menos do que o PIB nominal, e a inflação de 2022 e 2023 fez crescer o PIB nominal em toda a UE. Ainda assim, catorze países subiram, entre eles França (+4,3 pontos), Polónia (+10,8) e Finlândia (+14,3). Em 2022 Portugal estava 22 pontos acima do rácio da zona euro; em 2025, 1,5 pontos.
Valores de dívida (2022 e 2025) e saldo orçamental de 2025 transcritos da tabela da notificação de outubro de 2026 (procedimento relativo aos défices excessivos). Os anos anteriores podem ser revistos em notificações futuras.
Rácio da zona euro: dívida agregada de 20 países (EA20), a composição em 2025. Com a Bulgária (EA21, membro desde janeiro de 2026) o rácio seria 87,3%. Em euros, a dívida portuguesa aumentou no período; o que desce é o rácio face ao PIB.
Variações em pontos percentuais do PIB, calculadas em tools/prepare-2026-11-05.mjs. Uma descida do rácio pode resultar de menos dívida, de mais PIB nominal ou de ambos; o gráfico não separa os dois efeitos.
A COP31 começa a 9 de novembro em Antália, na Turquia. As emissões totais dependem do tamanho de cada país; por habitante, a comparação muda. Em 1990, um europeu emitia mais de quatro vezes o CO₂ de um chinês. Os Estados Unidos continuam muito acima de todos: 14,2 toneladas por pessoa em 2024, menos 30% do que em 1990.
Toneladas de CO₂ por habitante (combustíveis fósseis e indústria)
1990–2024 (anual)
Visualização interativa: ative o JavaScript para a ver. Descoberta principal: Em 2024, cada habitante da China emitiu 8,7 toneladas de CO₂ de origem fóssil, contra 5,4 na UE: a China passou a UE em 2013 e ficou sempre acima desde 2017. Portugal emitiu 3,4 toneladas, metade do pico de 2002 (6,7) e abaixo da média mundial (4,7) desde 2019.
A descida portuguesa coincide com o fim do carvão na produção de eletricidade, concluído em 2021, e com mais renováveis. Estes números são territoriais: contam o que é emitido em cada país, não o que cada país consome. Medido pelo consumo, a UE fica mais perto da China (7,3 contra 7,6 toneladas em 2023), mas a ordem não muda.
Variável co2_per_capita (emissões territoriais de combustíveis fósseis e indústria, sem alterações do uso do solo) do conjunto de dados da OWID, versão disponível a 5 de novembro de 2026, baseada no Global Carbon Budget 2025. Transcrição em raw/co2-capita/ para seis entidades.
UE: os 27 Estados-membros atuais em toda a série. O Global Carbon Budget 2026, com estimativas de 2025, deverá sair durante a COP31; os valores podem ser revistos.
Emissões baseadas no consumo (consumption_co2_per_capita) usadas apenas para a comparação de 2023 no texto. A China ultrapassou a UE em 2013; em 2016 a UE voltou a ficar ligeiramente acima (6,96 contra 6,94 t). Portugal já tinha ficado abaixo da média mundial em 2012–2014; está sempre abaixo desde 2019.
A estimativa rápida do INE, publicada a 30 de outubro, dá 8,7 milhões de dormidas no alojamento turístico em setembro de 2026, mais 2,0% do que um ano antes. Os não residentes fizeram 71% das dormidas e cresceram 1,6%; os residentes em Portugal cresceram 3,1%. O Reino Unido continua a ser o principal mercado externo, com 19,1% das dormidas de não residentes.
Variação homóloga das dormidas no alojamento turístico (%)
Setembro de 2026 face a setembro de 2025
Visualização interativa: ative o JavaScript para a ver. Descoberta principal: As dormidas subiram 2,0% em setembro. O Norte cresceu 6,6% e, com 19% das dormidas, explica cerca de 59% do aumento nacional; o Algarve, com 27%, cresceu 0,6%. As dormidas de não residentes caíram em cinco das nove regiões, as de residentes subiram em sete.
O crescimento não foi igual em todo o país. Fora do Norte, Grande Lisboa, Algarve e Açores, os não residentes recuaram: −7,7% no Oeste e Vale do Tejo, −4,8% no Centro, −3,9% na Península de Setúbal. Os residentes subiram em quase todo o lado, exceto no Algarve (−2,0%) e nos Açores (−11,1%). Um só mês não faz tendência: são dados preliminares.
Dormidas no alojamento turístico (hotelaria, alojamento local com 10 ou mais camas e turismo no espaço rural e de habitação), sem parques de campismo, por região NUTS II (versão de 2024), transcritas do quadro 1. Valores preliminares.
Contributo do Norte para o aumento nacional estimado em tools/prepare-2026-11-05.mjs a partir das dormidas e das taxas publicadas (dormidas de setembro de 2025 implícitas); é aproximado por causa do arredondamento das taxas.
O INE não atribui causas às variações; a peça também não.
A população portuguesa não cresceu de forma contínua. Nos anos 60, a emigração para França e Alemanha fez o país perder 405 mil pessoas entre 1964 e 1972. A descolonização trouxe centenas de milhares de pessoas em 1975 e 1976. A crise financeira e a nova vaga de emigração levaram a oito anos seguidos de perdas, entre 2011 e 2018.
Milhares de pessoas (variação anual); milhões de pessoas (população)
1960–2025 (anual; variações a partir de 1961)
Visualização interativa: ative o JavaScript para a ver. Descoberta principal: Em 2025 Portugal tinha 10,80 milhões de habitantes, o valor mais alto da série. Entre 2010 e 2018 perdeu 289 mil pessoas; desde então ganhou 521 mil. O maior aumento anual desde 1976 foi em 2023 (+144 mil). Só 1975 (+339 mil) e 1976 (+262 mil), com a descolonização, cresceram mais.
Desde 2019, o crescimento depende da imigração: em Portugal morrem mais pessoas do que nascem desde 2009, pelo que o saldo natural é negativo. As colunas contam, por isso, sobretudo a história migratória do país. Os valores são estimativas a meio do ano e os mais recentes ainda podem ser revistos pelo INE e pelo Eurostat.
População total a meio do ano (indicador SP.POP.TOTL do Banco Mundial, que usa as estimativas do Eurostat e do INE para Portugal), transcrita em raw/populacao-pt/. A variação anual é a diferença entre anos consecutivos, em milhares.
A variação inclui o saldo natural (nascimentos menos óbitos) e o saldo migratório; esta série não os separa. A atribuição dos picos à emigração, à descolonização e à imigração segue a história demográfica conhecida e não é calculada aqui.
As colunas da população começam em zero. Os valores mais recentes podem ser revistos pelo INE e pelo Eurostat.