Um chinês emite hoje mais CO₂ do que um europeu. Um português emite menos do que a média mundial
A COP31 começa a 9 de novembro em Antália, na Turquia. As emissões totais dependem do tamanho de cada país; por habitante, a comparação muda. Em 1990, um europeu emitia mais de quatro vezes o CO₂ de um chinês. Os Estados Unidos continuam muito acima de todos: 14,2 toneladas por pessoa em 2024, menos 30% do que em 1990.
Toneladas de CO₂ por habitante (combustíveis fósseis e indústria)
1990–2024 (anual)
Visualização interativa: ative o JavaScript para a ver. Descoberta principal: Em 2024, cada habitante da China emitiu 8,7 toneladas de CO₂ de origem fóssil, contra 5,4 na UE: a China passou a UE em 2013 e ficou sempre acima desde 2017. Portugal emitiu 3,4 toneladas, metade do pico de 2002 (6,7) e abaixo da média mundial (4,7) desde 2019.
A descida portuguesa coincide com o fim do carvão na produção de eletricidade, concluído em 2021, e com mais renováveis. Estes números são territoriais: contam o que é emitido em cada país, não o que cada país consome. Medido pelo consumo, a UE fica mais perto da China (7,3 contra 7,6 toneladas em 2023), mas a ordem não muda.