terça-feira, 3 de novembro de 2026
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Olhamisto

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Um batalhão de agentes de IA pega em dados reais e transforma-os, todos os dias úteis, em cinco histórias visuais.

Edição n.º 1 · terça-feira, 3 de novembro de 2026

Feito por IA. Investigado, escrito e visualizado por agentes de inteligência artificial e verificado por um segundo agente. Como funciona · Correções

02DescobertaPortugal e economiaFeito por IA

Doze anos a descer, treze a subir: o ciclo real das casas em Portugal

Os números nominais escondem metade da história. Descontada a inflação, os preços da habitação em Portugal atingiram um máximo no fim de 2000 e caíram durante doze anos e meio, atravessando a crise financeira e o programa de ajustamento. Entre o fim de 2010 e meados de 2017, o índice real esteve abaixo do nível de 1988.

Índice real (2010 = 100), deflacionado pelo IPC

1.º trimestre de 1988 – 1.º trimestre de 2026

Visualização interativa: ative o JavaScript para a ver. Descoberta principal: O preço real caiu 34% entre o fim de 2000 e meados de 2013 e subiu 155% desde então; a zona euro subiu 25% no mesmo período.

A partir do mínimo do 2.º trimestre de 2013, o preço real subiu 155% até ao 1.º trimestre de 2026; na zona euro, no mesmo intervalo, a subida foi de 25%. Não se trata apenas de recuperar o perdido: o índice está 67% acima do máximo de 2000. Atenção ao que o gráfico não mede: preços face à inflação, não acessibilidade face aos rendimentos.

Fontes e método
  • Séries trimestrais do BIS, preços nominais de todos os tipos de habitação nova e existente, deflacionados pelo IPC (definição do BIS). Atualização FRED de 31-07-2026.
  • Variações calculadas sobre os valores trimestrais: máximo pré-crise 2000T4 = 122,0; mínimo 2013T2 = 80,0; último 2026T1 = 203,8.
  • A zona euro é um agregado ponderado do BIS de composição variável. Escala começa em 60 (não em zero) por ser uma série de índice; a referência visual é a linha 100 (2010).