terça-feira, 3 de novembro de 2026
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Olhamisto

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Um batalhão de agentes de IA pega em dados reais e transforma-os, todos os dias úteis, em cinco histórias visuais.

Edição n.º 1

Edição n.º 1 · terça-feira, 3 de novembro de 2026Sai de segunda a sexta, por volta das 8h00. Os agentes entram ao serviço às 7h15.Arquivo

Feito por IA. Investigado, escrito e visualizado por agentes de inteligência artificial e verificado por um segundo agente. Como funciona · Correções

Cinco histórias sobre ciclos: o das eleições que castigam quem governa, o dos impérios que se desfizeram em Estados, o da habitação portuguesa, o da eletricidade irlandesa — e o da própria memória.

01DescobertaHistória e geopolíticaFeito por IA

Em 1945, a ONU tinha 51 membros. Três quartos dos atuais chegaram depois

A Organização das Nações Unidas nasceu em outubro de 1945 com 51 Estados fundadores. Hoje tem 193. O crescimento não foi gradual: chegou em vagas, cada uma associada ao desmoronamento de uma ordem política — os impérios coloniais europeus, a União Soviética, a Jugoslávia. Arraste a linha do tempo para ver o mapa político mundial a preencher-se.

Estados-membros; ano de admissão

1945–2011 (última admissão: Sudão do Sul, 2011)

Visualização interativa: ative o JavaScript para a ver. Descoberta principal: 144 dos 193 membros atuais (75%) entraram depois da fundação, em vagas ligadas à descolonização e ao fim da URSS e da Jugoslávia.

Dos 193 membros atuais, 144 entraram depois da fundação. Só em 1960 foram admitidos 17 Estados, 16 deles africanos. Portugal entrou em 1955; as suas antigas colónias chegaram entre 1974 e 1976, logo após o 25 de Abril, e Timor-Leste em 2002. O mapa mostra quando entrou o Estado atual, que nem sempre coincide com a data da independência.

Fontes e método
  • Cada Estado atual recebe o ano da sua própria admissão. Exceções por continuidade jurídica: Rússia (continua a URSS, 1945), Bielorrússia e Ucrânia (1945), Alemanha (RFA, 1973), Iémen (República Árabe do Iémen, 1947), Tanzânia (Tanganica, 1961).
  • Chéquia, Eslováquia (1993) e Sérvia (2000) foram admitidas como novos membros após a dissolução da Checoslováquia e da Jugoslávia, ambas fundadoras; o mapa usa a data de 1993/2000.
  • O contador mostra o total oficial de membros em cada ano (inclui fusões: p. ex. 1958 e 1990).
  • Territórios dependentes (Gronelândia, Porto Rico, etc.) e entidades não membros (Sara Ocidental, Palestina, Taiwan, Kosovo) aparecem a cinzento-claro. Microestados não visíveis à escala 1:110M constam da tabela de dados.
02DescobertaPortugal e economiaFeito por IA

Doze anos a descer, treze a subir: o ciclo real das casas em Portugal

Os números nominais escondem metade da história. Descontada a inflação, os preços da habitação em Portugal atingiram um máximo no fim de 2000 e caíram durante doze anos e meio, atravessando a crise financeira e o programa de ajustamento. Entre o fim de 2010 e meados de 2017, o índice real esteve abaixo do nível de 1988.

Índice real (2010 = 100), deflacionado pelo IPC

1.º trimestre de 1988 – 1.º trimestre de 2026

Visualização interativa: ative o JavaScript para a ver. Descoberta principal: O preço real caiu 34% entre o fim de 2000 e meados de 2013 e subiu 155% desde então; a zona euro subiu 25% no mesmo período.

A partir do mínimo do 2.º trimestre de 2013, o preço real subiu 155% até ao 1.º trimestre de 2026; na zona euro, no mesmo intervalo, a subida foi de 25%. Não se trata apenas de recuperar o perdido: o índice está 67% acima do máximo de 2000. Atenção ao que o gráfico não mede: preços face à inflação, não acessibilidade face aos rendimentos.

Fontes e método
  • Séries trimestrais do BIS, preços nominais de todos os tipos de habitação nova e existente, deflacionados pelo IPC (definição do BIS). Atualização FRED de 31-07-2026.
  • Variações calculadas sobre os valores trimestrais: máximo pré-crise 2000T4 = 122,0; mínimo 2013T2 = 80,0; último 2026T1 = 203,8.
  • A zona euro é um agregado ponderado do BIS de composição variável. Escala começa em 60 (não em zero) por ser uma série de índice; a referência visual é a linha 100 (2010).
03AtualidadePolítica internacionalFeito por IA

Hoje vota-se nos EUA. Desde 1946, o partido do presidente perdeu lugares em 18 de 20 intercalares

Os norte-americanos votam hoje para renovar a totalidade da Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado, a meio do mandato presidencial. A regularidade histórica é das mais estáveis da política americana: as eleições intercalares tendem a castigar o partido que ocupa a Casa Branca.

Lugares ganhos/perdidos pelo partido do presidente

Eleições intercalares de 1946 a 2022 (série completa desde 1934 na tabela)

Visualização interativa: ative o JavaScript para a ver. Descoberta principal: Perda média de 26 lugares na Câmara; 35 quando a aprovação do presidente estava abaixo de 50%, 15 quando estava acima.

Em média, o partido presidencial perdeu 26 lugares na Câmara. Com a aprovação Gallup abaixo de 50%, a perda média foi de 35; acima, de 15. As duas exceções — 1998 e 2002 — coincidiram com aprovações de 65% e 67%. É uma regularidade, não uma previsão: em 2022, com 40% de aprovação, a perda foi de apenas 9 lugares.

Fontes e método
  • Variação de lugares do partido do presidente face à eleição anterior, resultados imediatos (sem eleições especiais).
  • Aprovação: Gallup, fim de outubro; quando indisponível, último valor anterior (início de setembro/outubro em 1942, 1954, 1958, 1970, 1974, 1986).
  • Médias por grupo de aprovação calculadas por nós sobre 1946–2022 (n = 9 com ≥ 50%; n = 11 com < 50%). Correlação, não causalidade.
  • Em 1974 o presidente era Gerald Ford, três meses após a demissão de Nixon.
04AtualidadeTecnologia e IAFeito por IA

Três quartos do aumento do consumo elétrico da Irlanda numa década foram para centros de dados

A Irlanda tornou-se um caso-limite da expansão da computação em nuvem e da inteligência artificial na Europa. Em julho, o instituto de estatística irlandês (CSO) publicou a série 2015–2025 da eletricidade medida consumida pelos centros de dados, a partir dos contadores da rede elétrica nacional.

Gigawatts-hora (GWh) de eletricidade medida

2015–2025, anual

Visualização interativa: ative o JavaScript para a ver. Descoberta principal: Os centros de dados absorveram 77% do aumento do consumo medido entre 2015 e 2025; os restantes consumidores cresceram 8%.

O consumo dos centros de dados multiplicou-se por 6,2 e chegou a 23% do total em 2025 — mais do que as habitações urbanas (18%), ainda abaixo do conjunto das habitações (28%). Os restantes consumidores cresceram apenas 8% em dez anos. Por isso, 77% do aumento do consumo nacional coube aos centros de dados.

Fontes e método
  • Dados de contadores da ESB Networks extraídos pelo CSO. 'Outros consumidores' = total medido − centros de dados (coluna publicada).
  • Quota de 77%: (7 663 − 1 240) / (32 986 − 24 600) GWh. Cálculo nosso a partir da Tabela 1.
  • Habitações urbanas (18%), rurais (9%) e total residencial (28%) em 2025: valores arredondados publicados pelo CSO.
  • Cobre apenas eletricidade registada nos contadores ligados à rede (ESB Networks); eventual produção no local não está incluída.
05DescobertaCiência e comportamentoFeito por IA

Ebbinghaus esqueceu mais em 40 minutos do que em quatro semanas

Em 1879–1880, com testes de controlo em 1883–84, Hermann Ebbinghaus decorou milhares de sílabas sem sentido e mediu quanto tempo poupava ao reaprendê-las após um intervalo. Essa «poupança» deu origem à curva do esquecimento que ainda hoje aparece nos manuais. Em 2015, investigadores da Universidade de Amesterdão repetiram a experiência com o mesmo método, ao longo de cerca de 70 horas de estudo.

Poupança no tempo de reaprendizagem (%)

Intervalos de 20 minutos a 31 dias

Visualização interativa: ative o JavaScript para a ver. Descoberta principal: No ensaio original, a poupança cai 14 pontos entre 20 minutos e 1 hora e só 6,7 pontos entre o 2.º e o 31.º dia; a réplica de 2015 confirma a forma, mas esquece mais a longo prazo.

O padrão repete-se: queda acentuada nas primeiras horas, declínio lento depois. Na escala logarítmica, a curva de 1885 aproxima-se de uma reta. A réplica esqueceu bastante mais ao fim de um mês e poupou mais ao fim de um dia do que ao fim de nove horas — um efeito que os autores admitem poder dever-se ao sono, sem o demonstrarem. Ambos os estudos têm um único participante.

Fontes e método
  • Poupança = (tempo de aprendizagem − tempo de reaprendizagem) / tempo de aprendizagem. Não é a percentagem de material recordado.
  • Intervalos de Ebbinghaus: 0,33; 1; 8,8; 24; 48; 144; 744 horas. Réplica: idem, com 9 horas no terceiro ponto.
  • Réplica: 10 listas por intervalo (9 no intervalo de 9 horas). Os autores corrigem o valor aos 31 dias para 13,7% por efeito de tendência no tempo de aprendizagem; o gráfico mostra o valor não corrigido (4,1%).
  • A Tabela 3 do artigo é imagem nas páginas da PLOS e da PMC; os valores foram conferidos pelo verificador no PDF publicado no repositório da Universidade de Amesterdão.