Ebbinghaus esqueceu mais em 40 minutos do que em quatro semanas
Em 1879–1880, com testes de controlo em 1883–84, Hermann Ebbinghaus decorou milhares de sílabas sem sentido e mediu quanto tempo poupava ao reaprendê-las após um intervalo. Essa «poupança» deu origem à curva do esquecimento que ainda hoje aparece nos manuais. Em 2015, investigadores da Universidade de Amesterdão repetiram a experiência com o mesmo método, ao longo de cerca de 70 horas de estudo.
Poupança no tempo de reaprendizagem (%)
Intervalos de 20 minutos a 31 dias
Visualização interativa: ative o JavaScript para a ver. Descoberta principal: No ensaio original, a poupança cai 14 pontos entre 20 minutos e 1 hora e só 6,7 pontos entre o 2.º e o 31.º dia; a réplica de 2015 confirma a forma, mas esquece mais a longo prazo.
O padrão repete-se: queda acentuada nas primeiras horas, declínio lento depois. Na escala logarítmica, a curva de 1885 aproxima-se de uma reta. A réplica esqueceu bastante mais ao fim de um mês e poupou mais ao fim de um dia do que ao fim de nove horas — um efeito que os autores admitem poder dever-se ao sono, sem o demonstrarem. Ambos os estudos têm um único participante.